Negócio social?

Outro dia fui questionado por e-mail sobre contar com a ajuda de muitas pessoas para a realização do plano de negócio, e me sugeriram formar uma “comissão” de poucas pessoas qualificadas para construir a nova empresa. Além disso, me perguntaram como é possível construir um “negócio social”? Seria apenas uma fachada?

A ideia de formar uma comissão foge do meu objetivo. Por mais que eu não conheça exatamente quem vai me ajudar a desenvolver o plano de negócio, quero contar com a opinião do maior número de pessoas que conseguir. Isso porque acredito na sabedoria das multidões. Quanto maior o número de opiniões e ideias maior é a chance de haver uma ideia muito boa. Além disso, as ideias expostas pelo grupo podem fazer surgir novas ideias a partir delas, num círculo virtuoso.

O novo negócio que estou montando, mais até do que a Sociale, é uma ferramenta “do povo para o povo” (perdão pela citação). Minha intenção não é ganhar muito dinheiro e ficar rico à custa do trabalho dos outros. Pelo contrário, minha motivação é melhorar a qualidade de vida dos profissionais de comunicação, permitindo que eles escolham os trabalhos que querem participar e possam trabalhar de qualquer lugar, quando quiserem. Além disso, outra motivação é dar acesso a serviços de comunicação de qualidade para empresas que não possuem este acesso – principalmente por questões financeiras.

dr_yunus_in_press_breifing_after_winning_nobelE é por isto que a empresa é um negócio social. Seu foco é nos impactos sociais positivos que ela pode realizar, e não no lucro. Mas ela precisa de lucro para garantir sua sustentabilidade. Assim, lucro e impacto social andam de mãos dadas. Há alguma informação na internet, em português, sobre empreendimentos sociais. Mas é interessante dar uma olhada em qualquer conteúdo sobre Muhammad Yunus – na foto, enquanto espera para receber o prêmio Nobel da Paz – e seu Grameen Bank. E no Brasil já há empreendimentos sociais, como a Solidarium (www.solidarium.com.br) e a Tekoha (www.tekoha.com.br).

Com relação à participação em massa do plano de negócio, quando chegar a hora de tirar a empresa do papel quero continuar contando com a participação de todos os interessados. Ainda não sei se vou sugerir participação societária a todos – pode ser inviável. Mas é fato que quero montar uma empresa na qual as decisões sobre tudo sejam coletivas. E podem ter certeza que minha intenção é que mesmo o lucro seja investido de acordo com o que a maioria pensar. Se vai dar certo ninguém sabe, mas tenho certeza que vai ser uma experiência muito enriquecedora!

Para finalizar, é preciso que fique claro que minha intenção é a de criar uma empresa que seja realmente social. Não vou ganhar dinheiro à custa dos outros, mas todos vamos ganhar juntos. Será um negócio criado por nós, gerido por nós e todos compartilharão as recompensas. Meu papel é o de administrar as participações e ser um canal para garantir que a vontade da maioria seja realizada. Uma tarefa difícil, devo dizer, mas que cumpro com prazer.

Abraços,

Franco Rosário – @francorosario

Franco está fundando uma empresa totalmente baseada no crowdsourcing, ou seja, que conta com a participação do público para ser gerida. Participe! Mande seus comentários. Em breve será colocado no ar uma Entre na rede no ning para quem desejar participar.

 

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5 Comments em “Negócio social?”

  • Gian Carlo Martinelli escrito em 9 Abril, 2009, 15:16

    Crowdsourcing é uma coisa fascinante, porém complicada de se alavancar…
    Fiquei muito curioso com a iniciativa!

  • Jorge Fernando escrito em 9 Abril, 2009, 18:30

    Ótima idéia e parabéns pela iniciativa. São pessoas assim que mudam o mundo,que se importam com o impacto e as mudanças que seus projetos irão fazer e não com o quanto vão ganhar com isso.

  • Franco Rosário escrito em 9 Abril, 2009, 18:58

    Obrigado pelos comentários.

    Realmente o crowdsourcing é complicado, mas acredito muito no conceito. Pessoas unidas por um objetivo podem, inclusive, descobrir uma maneira de alavancar o próprio crowdsourcing =)

  • Andressa escrito em 13 Abril, 2009, 19:26

    Olá pessoal!
    Eu REALMENTE acredito em Negócios Sociais como uma das poucas maneiras que vejo hoje APLICÁVEIS para mudarmos esse mundo! =) Se quiserem conhecer mais sobre a Tekoha, que é um exemplo de negócio social, estamos SUPER abertos!

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