Home ou office?
- Terça-Feira, 2 de Fevereiro de 2010, 19:09
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Administrar a própria rotina de trabalho, tirar um dia de folga bem no meio da semana, estar em um ambiente familiar. As vantagens de um home-office são evidentes. Mas é bom lembrar que apesar de tentador, trabalhar em casa envolve alguns cuidados que devem ser considerados. Afinal de contas, você não vai querer misturar a cerveja gelada te esperando na geladeira com a papelada do relatório na escrivaninha.
Olho nos detalhes
Para Augusto Campos, do Efetividade.net, os pequenos detalhes são os aspectos aos quais quem tem um escritório em casa mais deve ficar atento. É importante não se deixar seduzir pelo fato do aconchego do lar. Estipular um horário fixo de expediente é um bom exemplo e pode ser um bom começo. “Você pode não ter mais um chefe no seu pé, nem um relógio de ponto, mas os clientes esperam falar com você em horários normais”, explica.
Assim como o horário comercial, ter uma linha telefônica própria para o negócio, assim como um serviço de secretária eletrônica, podem ajudar a reduzir aquela ansiedade de estar no escritório, à disposição 24 horas por dia. “Além de gravar recados, é possível deixar mensagens com horários de atendimento e outros contatos para emergência”, aconselha.
Segundo Augusto, tudo gira na questão da administração de tempo. Por isso, por mais estranho que pareça, é importante não deixar o trabalho em casa prejudicar a sua qualidade de vida. “Quando estamos em casa, temos uma certa tendência em trabalhar mais ou menos e depois tentamos tirar o atraso. Essa atitude, além de prejudicar a produtividade, também afeta toda sua vida social”.
“Você pode não ter mais um chefe no seu pé, nem um relógio de ponto, mas os clientes esperam falar com você em horários normais”
Minimalismo e colaboração
Não precisa ser nada espartano. Mas pelo menos no começo, o home-office deve contar apenas com o básico: uma escrivaninha, uma sala iluminada, um bom computador e uma linha telefônica. Além do aspecto financeiro, uma infraestrutura cheia de gadgets, traquitanas e móveis de luxo, apesar de bacana, pode descaracterizar o aspecto profissional. “Com o sofá mais confortável da casa, a TV mais nova e outros destaques no seu cômodo de trabalho, fica difícil manter a exclusividade do local junto a família. É necessário separar o home do office, fazendo com que todos da casa concordem respeitar o ambiente do escritório”.
Mas e quando chega aquela reunião importante, que precisa de uma apresentação mais formal? Não dá para receber alguém em casa, com o cachorro latindo no quintal, por exemplo. Para essas horas, uma boa alternativa pode ser um espaços de coworking, como o Pto de Contato, em São Paulo (foto ao lado). Os “coworkers” são profissionais sem vínculo formal com o local de trabalho, que compartilham o mesmo ambiente. Além de toda a estrutura necessária (impressora, mesa com internet, wi-fi, sala de reuniões, telefone, etc.), também dispõe de cozinha e até murais onde o pessoal oferece carona. Os preços variam entre R$10 por hora e R$500 por mês.
“É preciso estar preparado. A estrutura de uma corporação ao seu favor deixa de existir”
Do seu jeito
Após mais de dez anos nas baias de escritórios, o consultor Sérgio Ayres resolveu mudar de vida. Para o especialista em gerenciamento de TI, a decisão de trabalhar em casa foi motivada pela vontade de construir o próprio esquema de trabalho. “Me perguntava se eu queria ser um executivo trabalhando 16 horas no escritório, sem me dedicar à família de uma maneira diferente”. Há pouco mais de seis anos no esquema home-office, Sérgio faz algumas ressalvas. “É preciso estar preparado. A estrutura de uma corporação ao seu favor deixa de existir. Me dediquei a conhecer o mercado durante anos, para me inteirar no ciclo de atividades de uma empresa e formar uma vasta rede de networking.”
No fim das contas, o grande diferencial de levar o seu escritório para casa é ajustar o seu estilo de vida pessoal com o profissional. Isso quer dizer que não existe uma fórmula de sucesso para o home-office. Dicas podem ser relevantes, mas o “como fazer” varia da maneira como você gosta de trabalhar. Mesmo que essa maneira venha acompanhada de pantufas e pijamas.



Primeira vez que venho aqui, vi a indicação no Efetividade, e de cara me identifiquei, parabéns pelo trabalho pessoal!
Alexandre,
Ótimo post. Gostei da diga para reuniões…show de bola.
Parabéns, mais um bom artigo sobre home office.
O que falta agora é criar uma cartilha e ou manual de boa conduta, para os familiares que convivem com esses profissionais.
Acham que pelo fato de você estar em casa, tem obrigação de resolver questões domesticas como: parar tudo e trocar o gás, abrir o vidro de palmito, atender o carteiro ou qualquer coisa que desvie seu foco.
Sem contar outras infindáveis situações.
Ótimo artigo.
Sem dúvida a falta de horários dos “home offices” atrapalha qualquer empreendedor.
É preciso separar bem o trabalho e “casa”, senão a confusão está feita.
Parabéns!
Gostaria de comentar que, além do coworking citado no texto, o escritório doméstico pode ser combinado com um escritório virtual. Em ambos os casos, é possível usar os espaços alugados para atendimento a clientes, reuniões ou mesmo para o trabalho do dia-a-dia. Os escritórios virtuais, contudo, oferecem maior privacidade e um ambiente de trabalho mais próximo ao de um escritório convencional. Além disso, é possível contratar outros serviços complementares, como endereço comercial e atendimento telefônico.
Para aqueles que tenham curiosidade em descobrir como um escritório vitual pode ser útil para negócios em casa, sugiro o artigo “Virtual Office ou Home Office?”, publicado em http://www.administradores.com.br/artigos/virtual_office_ou_home_office/21520/
Realmente, apesar de ser o sonho da maioria das pessoas (ter o próprio negócio e ainda tê-lo em casa) deve-se prestar atenção em alguns fatores, como foi bem colocado neste artigo. No entanto em minha experiência como trabalhador home office tenho que adimitir que compensa,, e muito!