Atrair e reter talentos nas PMES

Em uma empresa pequena, e até em algumas médias, o dono ou um dos sócios é quem acumula a função do RH, encarada como uma tremenda dor de cabeça. Contratar parentes e conhecidos é sempre a solução mais rápida, mas nem sempre a mais adequada. Quem já não contratou um cunhado e se arrependeu? O problema é que critérios de avaliação e procedimentos mais rígidos não combinam com pressa – cenário comum na pequena empresa.
O que fazer? Nem 8, nem 80. O mais importante é que o empresário use suas habilidades criativas, inovadoras e de execução também na hora em que vai contratar profissionais para cargos-chave e estratégicos em seu negócio.
As poucas empresas (PMEs) que fazem um bom planejamento não incluem em seus orçamentos verbas que devem ser utilizadas tanto nas contratações como em programas de desenvolvimento profissionais. Argumentos para não fazer esse planejamento sobram, mas será que não é justamente isso o que leva o profissional talentoso a rejeitar o trabalho nas pequenas?
Será que, quando divulgamos a vaga, ou na própria entrevista com o candidato, deixamos de “vender” bem a empresa? Mostrar vantagens, pontos fortes, casos de sucesso são argumentos muito fortes, e ajudam a atrair bons profissionais.
Escuto muitas justificativas para desempenhos ruins de empresas, e todas elas abordam outras questões que não a qualidade dos profissionais envolvidos. Há uma resistência em admitir que não conseguimos atrair e manter talentos, e que isso, sim, é uma obrigação nossa! Será que não é hora de chamar para si essa responsabilidade e investir tempo e um pouco de dinheiro nisso?

Texto: Wilson Trevisan, presidente do Clube do Empreendedor – www.clubedoempreendedor.com.br, agora escreve todo mês sobre os temas mais debatidos no clube

 

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