Dentro do cubo
- Segunda-Feira, 16 de Novembro de 2009, 12:33
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Ousadia e experimentalismo são características quase sempre presentes na decoração de agências de publicidade pelo mundo. Tudo vem da necessidade de impressionar os visitantes do local, que muitas vezes termina até parecendo uma balada. Mas será que o clima de festa pode ser estendido ao dia a dia do trabalho? Espaços como o da nova sede da Cubo CC, em São Paulo, mostram que sim. Apresentando um projeto que tem como proposta materializar a criatividade, a preocupação com a decoração, além de estética, visa uma funcionalidade para o ambiente.
Mudança criativa
Os gaúchos da Cubo já eram conhecidos por sua sede diferente e criativa, registrada inclusive no This Ain’t No Disco, site que reúne alguns dos escritórios mais bacanas do planeta. Após um ano ocupando quatro salas em um loft no bairro do Itaim, eles decidiram partir para um espaço que pudesse abrigar suas ideias de forma mais ampla. “O nosso processo criativo é muito integrado. É superimportante enxergar as pessoas, passar do lado delas, por isso resolvemos fazer essa mudança” diz Roberto Martini, um dos três sócios da agência.

A assinatura da planta é do arquiteto Marcos Marcelino, em parceria com a Mundo Arte Global, que já tinha participado da concepção do primeiro espaço. Mas, segundo o sócio, não faltaram pitacos dos cerca de 100 funcionários que trabalham ali – divididos entre os dois andares do galpão de 500 m², reformado em uma obra que consumiu R$ 450 mil. “A maior parte da grana a gente gasta fazendo coisas dentro de casa. Temos cerca de 80 obras, patrocinamos galerias e compramos trabalhos para incentivar artistas em que acreditamos.”
Não se engane: é uma agência
Além do projeto que prioriza a comunicação e a proximidade da equipe, para dar uma força na inspiração do pessoal o espaço conta com vários pontos de descompressão (vale ressaltar que, nesse caso, bastante utilizados), como uma galeria de arte, playground e uma minibalada com direito a chope de graça em todo happy hour de sexta-feira. “A decoração influencia a produtividade do pessoal e ajuda na integração com nossos clientes, que já são amigos também – como o pessoal da Nokia, do Google e da Unilever, que fazem questão de visitar o espaço, inclusive nas festas e confraternizações da empresa.”
Mas, lembrando que ali se trata de uma agência, os trabalhos desenvolvidos pela Cubo estão espalhados por todo o local, em uma espécie de portfólio interativo. Logo na recepção, há uma escultura da japonesa que virou símbolo da empresa depois de estrelar uma campanha de realidade aumentada da Rexona. Seguindo em frente, visualizam-se papéis de parede com a mesma imagem misturada a diversas obras feitas pelos artistas e designers apoiados pela Cubo.

A experiência é complementada por detalhes como uma geladeira estilo old school transformada em mesa, ou uma sala de reunião com cara de QG da Liga da Justiça para sessões de brainstorming, além de banheiros, ilustrados por artistas, separados por uma imagem da banda Daft Punk na parede. “A gente passa muito tempo da nossa vida aqui dentro; tem que ser um lugar legal pra ficar e compartilhar as felicidades, os problemas – é uma extensão da nossa casa. Isso ajuda a manter a galera aqui e também faz com que gente nova queira vir pra cá.” Pois é, pensar dentro da caixa, ou melhor, do Cubo, às vezes funciona.
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Quer saber como era o escritório anterior da Cubo? Clique aqui: resultson.com.br/ed/18/thisaintnodiscoAlguns outros modelos de escritórios criativos pelo mundo:
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_Agências criativas, espaços de descompressão, creative workplaces














A galera sempre quer saber como são as agências por dentro. Valeu a matéria Estefani!
Parabéns pela matéria e pelas fotos. Se tiverem outras fotos de agências tb será muito bem vindo.