O } Jovem CEO
- Segunda-Feira, 12 de Outubro de 2009, 21:19
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Um dos fenômenos mais fascinantes da pós-moderna economia globalizada é sem dúvida alguma a ascensão do jovem CEO. Esse indivíduo extraordinário se distingue do restante da humanidade (vulgo “várzea”) pela sobre-humana capacidade de faturar alguns milhões de dólares bem antes dos 30, quando a maioria de nós, losers, ainda está pensando se faz ou não mais uma tattoo irada ou se “investe” na carreira finalmente comprando um terno. O jovem CEO é o cara que pulou etapas e já foi direto ao sucesso, mas a um sucesso tão fulgurante que no máximo você poderá trabalhar pra ele – nem pense em igualá-lo. E já que vai trabalhar pra ele um dia, convém falar sua língua e aprender a “pensar fora da caixa”. Aprenda também a fazer “follow up”, “brainstorming”, “branding” etc. Aprenda, porque eu não sei direito o que é nada disso.
E não pense você que o jovem CEO é só trabalho e nada de diversão, rá! Enganou-se, meu amigo. O maior charme desse executivo símbolo da era digital é justamente a aura de “fun” que ele exala (além do perfume caro). O verdadeiro dom desse indivíduo é trabalhar como se estivesse se divertindo, e pra isso ele não economiza nem na indumentária (blazer Armani caríssimo com camiseta de banda indie), nem na atitude (papos “casuais” sobre o delicioso sanduíche de pastrami que só tem “naquela” delicatessen em Nova York, por exemplo). E “gadgets”. Muitos gadgets, claro. Brinquedos e mais brinquedos eletrônicos, brinquedos que ainda nem foram lançados, brinquedos que se conectam a outros brinquedos, enfim, uma brincadeira divertidíssima que se estende por STARBUCKS daqui até NY, passando por Londres e por vários picos da Ásia. Sempre exibida na frente de todo mundo, claro, porque brinquedo bom é pra ser mostrado.
Tem gente que desdenha o jovem CEO dizendo que ele é um nerd que deu certo. Meu amigo, o importante é dar certo. Se o sujeito é nerd, não sei, não cabe a mim julgá-lo, mas garanto que ele não vira todo mês estourado no limite do cheque especial. O dele, aliás, deve ser um limite astronômico, justamente porque ele não precisa. A vida e a economia globalizada são mesmo cheias de ironias.

Luiz Marcondes, escritor, é autor do livro A FASE AZUL pela editora Multifoco.


Rs*** O Luiz é ótimo! Eu não sirvo pra CEO, não consigo trocar nem de celular =]
Ok, posso me matar agora?
hehheh
Não é bem assim… pode acreditar