Sustentabilidade: Negócio da china
- Sexta-Feira, 23 de Maio de 2008, 15:38
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Pessoas engajadas na vigília de proteção ao meio ambiente são competentes e determinadas acima da média. Porém, o que acontece quando nos deixam? Rigorosamente nada. As ações ambientais são fadadas a definhar junto com seus idealistas por serem pautadas pela vontade individual.
Lembra daquele jovem chinês que, na Praça da Paz Celestial, postou-se à frente de uma coluna de tanques de guerra em 1989? Sua reivindicação era liberdade de expressão e democracia na China. Hoje, quase 20 anos depois, a China está longe de ser conhecida por sua democracia.
Mas, do ponto de vista de projetos de desenvolvimento limpo, a China chama a atenção. O primeiro projeto de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), apresentado em 2004, foi o Brasil quem desenvolveu. De lá para cá (2008), o mercado cresceu muito e há 170 projetos de MDL, em um total mundial de 942 (até março deste ano).
A diferença do caso político para o ambiental é que, enquanto um evolui a passos lentos, o outro decolou. Quer dizer que a China tem maior vocação para preservar o meio ambiente que para a democracia? Claro que não! Quer dizer que houve mais eficiência na definição de regras para as emissões de gases de estufa e incentivo ao desenvolvimento sustentável.
Há muito por fazer, e o Brasil tem posição de destaque, tanto na UNFCCC (Convenção de Mudanças Climáticas das Nações Unidas) quanto na vanguarda de projetos de MDL. Com 126 projetos registrados até março, ocupa o terceiro lugar no ranking mundial (www.unfccc.int). Atrás, justamente, da China!
Texto: Felipe Jané Bottini Economista FEA-USP
Sócio da Green Domus Desenvolvimento Sustentável

