Trabalho em equipe

Trabalho em equipe

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Imagine se a edição de todos os verbetes da Wikipedia fosse realizada por apenas uma pessoa? Além de um pobre coitado inacreditavelmente estressado, teríamos muito menos do que seis milhões de tópicos disponíveis. Felizmente, existem outros milhões de autores trabalhando no serviço pelo mundo todo. Colaboração, esse é o conceito do crowdsourcing, que após surgir como uma ferramenta de conteúdo 2.0, aparece também como um novo modelo de negócios. Embora ainda seja visto como algo experimental por esses lados, o trabalho colaborativo já vem sendo utilizado por multinacionais como Dell e Starbucks, que passaram a enxergar nele um caminho promissor na sinergia entre empresas e clientes.

Modelo interativo

A linha divisória entre públicos e corporações está cada vez menos clara. A comunicação viral (divulgação feita pelo usuário) é o melhor exemplo disso. De olho nesse tipo de compartilhamento, o empresário Leandro Ogalha criou o IdeiaLab [ideialab.com], uma leandroincubadora online que abre projetos de clientes para opinião de usuários, recolhidas durante os planejamentos dos jobs em questão. “Nosso objetivo é estabelecer uma cultura de diálogo entre pessoas e marcas. Em decorrência do boom das redes sociais, existem muitos caminhos para se abrir”, diz Leandro, que já contabiliza cerca de 100 projetos incubados.

Mas não só de conteúdo e sugestões funcionam modelos baseados em crowdsourcing. Há também quem enxergue um viés comercial mais direto. Um bom exemplo disso é a Ninui, um brechó colaborativo de e-commerce, que abriga mais de 400 comerciantes em sua galeria virtual. “Nossa empresa se originou das sugestões de nossos usuários e parceiros de mercado, que hoje estão integrados a nossa operação, ajudando a viabilizar o negócio. Todo o modelo é baseado na experiência de uso dessas pessoas”, afirma a sócia Karina Rehavia.

“Se alguém vai canibalizar seu negócio, é melhor que seja você mesmo” – Jonathan Klein

Sem limitações

karina_ninuiA operação em diversos segmentos ao mesmo tempo é outro atrativo do crowdsourcing, através de redes de colaboradores diversificadas, sem limitações físicas. “Temos bases no Rio e em São Paulo, nossos desenvolvedores estão em Santos, nosso designer em Bogotá, nosso CRM no Rio de Janeiro, a editora do nosso blog em Londres e nossos usuários e parceiros comerciais em dezenas de cidades do Brasil. Não possuímos nenhum custo maior por causa disso”, acrescenta Karina.

Além da versatilidade, é impossível ignorar os benefícios de um brainstorm coletivo, que é exatamente o que vem atraindo a atenção das grandes multinacionais. Entre os cases mais conhecidos, está o Mystarbucksidea, da Stabucks, uma rede social criada em 2008, na qual os clientes podem fazer sugestões e críticas sobre os serviços da empresa. Apenas no primeiro ano, o projeto rendeu cerca de 17 mil ideias, revertidas em lançamentos de novos produtos nas unidades da rede.

O banco de imagens iStockphoto é outro case emblemático de colaboração bem aplicada nos negócios. Originado por grupos de designers (procura) e fotógrafos (oferta), o site já acumula aproximadamente 10 milhões de imagens e 22 mil colaboradores, que disponibilizam seus trabalhos por cerca de um dólar cada. O resultado é que a empresa tem crescido 10% ao mês. Na opinião do CEO Jonathan Klein, o compartilhamento de produtos e ideias é inevitável, por isso, deve ser usado ao seu favor. “Se alguém vai canibalizar o seu negócio, é melhor que seja você mesmo”, explicou em uma entrevista à revista Wired [para ler, acesse resultson.com.br/ed/16/wired].

Controle de ideias

Sinergia, redução de custos, aumento de oportunidades… Tudo é muito bonito na teoria. Mas quando se fala em crowdsourcing, como separar o joio do trigo entre o fluxo de colaboradores? Afinal de contas, a abertura traz todo o tipo de ideias e sugestões, tanto para o melhor, quanto para o pior. Por essa razão, para quem pensa em apostar em um modelo como esse, é fundamental instituir um mediador qualificado no meio do processo, que possa selecionar o que é realmente válido no meio da massa de ideias. “Esse modelo funciona melhor com profissionais especializados envolvidos no processo. No nosso caso, filtramos as ideias que chegam aqui e selecionamos o melhor para as empresas, que escolhem novamente o que vale ou não para elas”, completa Leandro.

Para saber mais sobre o projeto do Leandro, o IdeaLab, dá uma olhada na entrevista que fizemos com ele abaixo:

Trabalho em equipe – Entrevista com Leandro Ogalha from resultson on Vimeo.

WWW:

Apresentação com as 50 aplicações de crowdsourcing mais criativas:
resultson.com/ed/16/trends

Baixe o guia da Dell para implantar projetos de ideias colaborativas em sua empresa:
resultson.com/ed/16/dell

TAGS: crowdsourcing, trabalho colaborativo, compartilhamento de ideias

 

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  1. Palestras e Matérias | Ideia Lab
  2. O melhor do crowdsourcing | ResultsON

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