Você vê o lado cheio do copo?

endeavorQueria entender o porquê de todo esse drama sobre a crise. Tá! Eu sei que vão me falar das hipotecas, da recessão, que é a maior da História, que tem um efeito multiplicador e etc. O que eu quero saber é o porquê de todo esse auê enquanto podemos encarar que, em toda a nossa história, crises vieram, foram, apareceram de novo e assim será de tempos em tempos.

Ao contrário do que muitos pensam, a crise pode ser uma grande oportunidade para aqueles que querem inovar e crescer. Tudo depende se você vê a metade do copo cheia ou se, por mais que tente, só vê a metade vazia. Ver o lado cheio do copo é ver o lado positivo das coisas e correr atrás do que se quer, pois ainda há uma gota de esperança (aliás, muito além de uma gota)!

Sobram exemplos históricos para comprovar que crise no Brasil ou no mundo serve para chacoalhar as pessoas e fazê-las olhar para dentro do negócio e se reestruturar. A Procter & Gamble foi criada em 1837, ano em que estourou a bolha bancária americana. A Sony era uma oficina eletrônica de consertos de rádios num prédio bombardeado na 2ª Guerra Mundial.

A Fedex surgiu em 1919 porque havia uma enorme dificuldade para enviar pequenas encomendas num curto prazo. No entanto, ela deslanchou mesmo com a desregulamentação do mercado cargueiro dos Estados Unidos, em 1977, com a compra de aeronaves maiores. A crise de 29, que gerou a derrocada da economia cafeeira no Brasil, acabou por promover investimentos em outras áreas e alavancar a industrialização nacional.

A ameaça de guerra entre China e Japão afugentou a U.S. Harkson de Xangai para o Rio de Janeiro, em 1941. No Brasil, começou produzindo ovos desidratados, mas, para compensar períodos de ociosidade no verão, a Harkson adotou a milenar receita chinesa do sorvete. Em 1942, começavam a circular no Rio de Janeiro os primeiros carrinhos amarelos e azuis – cores herdadas de Xangai – com o nome Kibon.

Lembram-se das décadas perdidas, dos anos 80 até o início do século 21? O Brasil estava na lama e, mesmo assim, evoluíram as telecomunicações e a educação superior, o varejo brasileiro se modernizou, a indústria siderúrgica renasceu e estruturaram-se as grandes plantações de soja e a liderança brasileira no suco de laranja.

A indústria fonográfica passa por uma crise constante desde os tempos da vitrola da vovó, indo para o microsystem, o walkman, o discman, o iPod etc. A civilização vive ciclos de transição de uma era para outra e, como todo ciclo, ou ele morre ao entrar em declínio ou se reinventa.

Esses são exemplos de negócios cujos empreendedores souberam fazer muito com pouco, aproveitando os recursos disponíveis para criar uma proposta de valor diferenciada. O segredo de se dar bem com a crise é Bota pra Fazer! E, no Brasil, sempre haverá oportunidade para crescer.

Lud Figueiredo – Coordenadora da área de Cultura Empreendedora do Instituto Endeavor, organização que promove o empreendedorismo no país. Para ver mais conteúdo a respeito desse e de outros temas, acesse nosso site ou nosso Canal do YouTube.

 

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2 Comments em “Você vê o lado cheio do copo?”

  • Andrea Garcia escrito em 29 Maio, 2009, 18:38

    Oi Lud, adorei a sua matéria! Você está certicíssa!
    Como dizem por aí: Em tempos de crise uns choram. Outros vendem lenços!”
    Bjs,
    Andrea

  • LCC escrito em 29 Maio, 2009, 21:24

    Mandou muito bemmmmm mesmo…
    Bjs,
    LCC

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