Feira livre de empresas
- Sexta-Feira, 20 de Junho de 2008, 17:32
- Fluxo de Caixa, Pocket
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Em 2001 o Vale do Silício assistiu, boquiaberto, à compra da Compaq pela Hewlett-Packard por US$ 25 bilhões. Ano passado foi a vez do Google, que arrematou o YouTube pela bagatela de US$ 1,6 bilhão. Se você não é nenhum Sergey Brin, mas é um comprador em potencial, faça a sua oferta: a
temporada de aquisições está aberta.
“Aconteceram 700 aquisições de empresas em 2007”
fonte: cypress associates
Cenário aquecido
As empresas nacionais receberam uma injeção de cerca de R$ 50 bilhões via IPOs e emissões de ações nos últimos dois anos, segundo dados da Cypress Associates publicados na revista Exame de março. O mercado está capitalizado e não falta gente querendo vender um negócio interessante. Ainda existe uma polêmica sobre o número exato, mas acredita-se que
foram realizadas cerca de 700 aquisições no Brasil em 2007, o
que representa um aumento de quase 65% em relação ao ano
anterior.
Quando comprar
Timing é fundamental. Comprar uma empresa que está bombando na mídia, no auge de seu potencial, certamente dificulta a batalha por um preço melhor. A solução é procurar novas tendências, apostando em setores que apresentam crescimento agressivo (entre 30% a 40% ao ano). Outro
caminho, barato e alternativo, pode ser o investimento em mercados fragmentados, pois é mais fácil conquistar liderança onde 5% de market share representam uma parcela significativa.
“Setores com lucratividade de 20% a 30% costumam atrair a atenção de investidores. Em 2007 tivemos um boom de transações relacionado aos business de shopping centers. Acredito que, este ano, compras de empresas de varejo de alimentos e moda devem se revelar bastante lucrativas, além
daquelas de setores que tradicionalmente apresentam um crescimento forte, como TI e biotecnologia”, opina Rodrigo Pasin, sócio-fundador da onsultoria Value.
Pelo market share
O aumento do market share é um motivo para o grande volume de aquisições. O Buscapé, site de pesquisa de preços, fundado em 1999 pelo ex-estudante de engenharia Romero Rodrigues, já comprou quatro empresas. Após receber investimentos privados em 2001 (aproximadamente R$ 60 milhões), comprou primeiro o Bondfaro, seu principal concorrente na época. A fusão deixou o Buscapé isolado no segmento, aumentou receitas e permitiu novas compras. Foi adquirida
então a consultoria de vendas E-bit, seguida pela Pagamento Digital e pela Fcontrol, especializadas em faturamento online. Os resultados da iniciativa são vistos nas pageviews do site. O número de visitas saltou de 8 milhões para 30 milhões ao mês entre 2005 e 2007 – maior audiência entre os classificados virtuais. “Nosso conceito de aquisições está focado em
complementar o ciclo de compra do produto. A gente já tinha o pré e o pós-venda, agora também possuímos o meio de pagamento, ligando todo o processo”, diz Romero Rodrigues.
Pelo portfólio de serviços
Comprar também pode ser uma solução para abordar novos segmentos. Após captação de R$ 137 milhões na Bovespa em 2006, a Datasul, empresa de desenvolvimento e gestão de softwares corporativos, comprou nove empresas. Um ano depois, a companhia apresentava aumento de 28,8%
em sua receita líquida (que fechou em R$ 222,6 milhões), além de acrescentar 737 novos nomes à sua lista de clientes. Apesar de todas as aquisições estarem relacionadas ao core business, foram trazidos serviços direcionados a segmentos diferentes. De olho no mercado internacional, o objetivo da Datasul é criar uma rede similar a um sistema de franquia, mantendo os quadros de executivos das empresas compradas, mas agregando o know-how do pessoal da empresa original.
“O crescimento orgânico é interessante, mas a velocidade de
resultados das aquisições é incomparável, principalmente
quando a intenção é atuar em novos mercados”, afirma Paulo
Caputo, diretor de novos negócios da companhia.
Pelo pedaço da torta
O que guia grande parte das fusões corporativas é o processo de sinergia. Balanços, equipes, infra-estrutura e demonstrações são somados, ao mesmo tempo em que custos (como uma auditoria, por exemplo) permanecem os mesmos. “Fusões são muito interessantes para todos os envolvidos. É
como você possuir parte de uma torta enorme, ao invés de ficar com um quindim na geladeira”, completa Romero, do Buscapé.
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– Orientação para implementação de novas gestões
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WWW
•Pequenas e médias são alvo:
resultson.com.br/ed/08/exame•País caminha para recorde de fusões:
resultson.com.br/ed/08/sette•Tipos de fusão no Brasil:
resultson.com.br/ed/08/imesONradio_Ouça o bate-papo com o criador do Buscapé, Romero Brito, e com Rodrigo Pasin, fundador da consultoria Value.
Texto: Thomaz Gomez

